quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

De olho na alimentação das crianças durante as férias!




Depois de um ano muito cansativo, chegam as tão esperadas férias, o momento em que as pessoas usam para curtir e descansar um pouco mais. Porém, essa é justamente a época em que costumam extrapolar nas comidas consideradas não saudáveis, o que pode ter impacto no peso e no bem-estar.                 

Para as crianças, a rotina é alterada, modificando a hora tanto de ir dormir, como brincar e fazer suas refeições.  Muitas acabam abusando dos doces, refrigerantes e fast foods, e às vezes os pais não as proíbem por preferirem deixar elas aproveitarem as férias, achando que assim é a maneira mais divertida.

Não é recomendado tirar de uma vez esses alimentos do dia a dia da criança, até porque para aquelas que já tem o costume de consumi-los poderia ser muito difícil a mudança. O indicado é a mudança na alimentação seja gradual, e é importante que se conheçam os prejuízos que a ingestão exagerada destes alimentos pode trazer, como obesidade e alteração nos níveis de açúcar e gorduras no sangue.

As férias são uma ótima oportunidade para fazer uma reeducação alimentar com as crianças, até porque os pais tem mais tempo para isso do que teriam no período de trabalho. Para retirar a ideia de que somente salgadinhos, refrigerantes e doces são bons lanches nas férias e aumentar o interesse da criança por outros alimentos, o que pode ser feito é levar os filhos à cozinha, para que os mesmos ajudem no preparo de seus lanches e assim sintam mais vontade de consumi-los. Os pais podem fazer bolos mais saudáveis, sanduíches, vitaminas, entre outras preparações que serão melhores opções do que as mencionadas anteriormente.

É importante que sempre se ofereçam frutas durante o dia, entre as refeições principais. Para aquelas que não gostam, o recomendado é que se adicionem as frutas em vitaminas e sucos, para que as crianças possam começar a se habituar com o sabor de tais alimentos. Contudo, ainda é fundamental continuar oferecendo frutas em sua forma natural, para que a criança conheça os alimentos in natura, comece a gostar e escolher esses alimentos por vontade própria. Além disso, as frutas inteiras, preferencialmente com casca, possuem mais nutrientes e fibras do que as consumidas na forma de sucos.

A reeducação alimentar nas férias é muito benéfica pois é um momento em que os pais e os filhos tem mais tempo para estarem juntos, e a criança vai entendendo aos poucos a importância de uma alimentação mais saudável, e assim ela levará os costumes da alimentação nas férias para as voltas às aulas e assim por diante.

Confira a seguir uma receita de gelatina de morango, que pode ser feita com a ajuda das crianças e inclui fruta na sua preparação. Crianças costumam gostar de gelatinas, e fazendo desta maneira, a preparação fica mais rica em cálcio, devido ao iogurte, e também é mais recomendada pela presença da fruta. 

Gelatina de morango
1 copo americano (150 mL) de gelatina de morango
1 pote (170 g) de iogurte natural
7 morangos

Modo de preparo
Dissolver a gelatina conforme instruções da embalagem e separar uma quantidade equivalente à um copo americano. Deixar esfriar.
Lavar os morangos um por um e retirar os cabinhos.
Cortar os morangos em pedaços pequenos e colocar em uma tigela.
Misturar o iogurte à gelatina e colocar sobre os morangos na tigela. Levar para refrigerar até endurecer.

Sugestão: Essa preparação pode ser feita em forminhas individuais.
     Você também pode colocar uma folhinha de hortelã como um enfeite.

sábado, 23 de novembro de 2013

CONFIRA QUEM PARTICIPOU DO ENCONTRO SOBRE CANTINAS ESCOLARES SAUDÁVEIS



O Encontro sobre "Cantinas Escolares Saudáveis"  contou com a participação de representantes da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (Renata Santana), Secretaria de Educação do Distrito Federal (Eliene de Souza) e da Empresa Júnior de Nutrição - Nutrir Consultoria (Marília Barreto e Jessyca Dias).Foram abordadas várias questões sobre o tema e dúvidas foram respondidas.

O CASA agradece pela participação de todos !


















quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Essa semana o CASA virou celebridade, e tivemos a oportunidade de mostrar um pouco mais de um dos nossos trabalhos realizado na Semana Universitária no Canal Universitário de Brasília ( UnBTV). 
Para saber mais sobre esse trabalho assista o vídeo:




terça-feira, 5 de novembro de 2013

Participe das atividades do CASA na Semana Universitária da UnB!
 O CASA realizará a exposição de produtos industrializados e o teor de gordura, açúcar e sal contido nesse alimentos e o Encontro sobre Cantinas Escolares Saudáveis. Confiram os detalhes e a programação abaixo:

Não deixem de participar!

No dia 22/10,  o CASA esteve presente no Festival de Saúde Total do TJDFT. Passaram pela exposição cerca de 180 pessoas, que contaram com avaliação nutricional, informações sobre rotulagem, além da exposição sobre gordura, açúcar e sal. 
Confira as fotos!













sábado, 2 de novembro de 2013

                                                      Com o Processo Seletivo do CASA finalizado, nossa equipe foi ampliada!
 Confira quem são as participantes que compõem o projeto e o que elas buscam:

                                                                      

   

domingo, 15 de setembro de 2013

PROCESSO SELETIVO CASA 2013

Olá estudantes de nutrição da UnB, 
Estão interessados em participar do CASA?
O CASA é um projeto de extensão da UnB que  proporciona  experiências práticas e muito agradáveis do curso da nutrição!
Vamos lá, PARTICIPEM!!!

Todos os passos para se candidatar para esse processo seletivo estão descritos logo abaixo no edital: 



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Álcool x Alterações no Peso

- por Giovana Coêlho

Você sabia que o consumo de bebidas alcoólicas pode estar relacionado com o ganho de peso? E que durante a metabolização do álcool, a oxidação dos lipídios pode favorecer o estoque de gorduras no organismo, preferencialmente na região abdominal?
O consumo de bebidas alcoólicas está relacionado a vários fatores, especialmente aos fatores culturais. Religião, costumes, hábitos e tradições caracterizam a frequência da ingestão dessas bebidas em cada país. Em 2006, a pesquisa VIGITEL avaliou 54.369 indivíduos adultos com o propósito de verificar a quantidade de consumo de álcool entre a população brasileira. O estudo considerou dois padrões de uso: habitual (ingestão de bebida alcoólica nos últimos 30 dias, independentemente da dose) ou abusivo (consumo de 5 ou mais doses para homens e 4 ou mais doses para mulheres em uma ocasião, nos últimos 30 dias).
Como resultado, cerca de 40% dos brasileiros disseram fazer uso habitual de álcool, sendo que 42% desses, o fazem de forma abusiva. O estudo demonstrou ainda que homens consomem mais que as mulheres, tanto no padrão habitual como no abusivo (2 vezes e 3 vezes mais, respectivamente). A bebida mais frequentemente relatada foi a cerveja, seguida pela cachaça e pelo vinho. Observou-se que 18% das pessoas consomem acima de 16,8 g de álcool, o que representa uma contribuição calórica média de 1,2% da dieta.

Utilizado de forma ritual ou social, o álcool é apreciado por diversos fatores, entre eles, seu sabor, encanto, cor, aroma (Santos & Dinham, 2006). Ainda é importante informar que o álcool fornece calorias, por conter uma quantidade significante de açúcar (Gurr, 1996; Jesus et al., 2002).

O metabólito derivado do metabolismo do álcool (acetato), é considerado tóxico para o organismo, e desencadeia uma resposta inflamatória no tecido hepático, que a longo prazo, pode levar ao desenvolvimento de doenças crônicas como cirrose e esteatose hepática. Estudos realizado por Lands, (1993), Suter et al., (1997) e Suter (2005), sugerem que o excesso de álcool pode interferir nas taxas de oxidação lipídica, favorecendo o estoque de gorduras no organismo, que se depositam preferencialmente na área abdominal.
Sabe-se que carboidratos e proteínas fornecem 4 Kcal/g de energia, enquanto lipídios fornecem 9 Kcal/g. Ao se tratar de álcool, para cada grama de etanol metabolizado, são formadas 7,1 Kcal/g, uma fonte energética considerável comparada às demais fontes energéticas citadas anteriormente. Além disso, bebidas alcoólicas são apontadas também como estimuladoras de apetite. Estudo de Yeomans et al. (2003) sugeriu que o álcool estimularia vários sistemas neuroquímicos e periféricos implicados no controle de apetite, inibindo a atuação de hormônios como a leptina, que no metabolismo agem como reguladores do apetite.
As respostas metabólicas ao consumo de bebidas alcoólicas são diferentes para cada indivíduo. Levando em consideração fatores individuais, genéticos e metabólicos de cada um. Sendo assim, é valido lembrar que a ingestão de álcool já é um fator cultural, devendo ser consumido com moderação e, de preferência, em quantidades recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

A OMS e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos definem como consumo moderado de álcool a ingestão de uma dose/dia para as mulheres e duas doses/dia para os homens. A ingestão de doses diárias acima desse padrão é considerada prejudicial e representa algum risco para a saúde dos indivíduos. Considerou-se como uma dose padronizada: meia garrafa ou 1 lata de cerveja, um cálice de vinho ou 1 dose de bebidas destiladas, como aguardente, whisky e outros.

Referências:

Consumo de bebidas alcoólicas na população adulta brasileira: características sociodemográficas e tendências. Disponível em: http://www.cisa.org.br/artigo/2589/consumo-bebidas-alcoolicas-na-populacao-adulta.php 

Gurr, M. - Alcohol, health issues related to alcohol consumpt. 2a. ed. Bruxelas: International Life Sciences Institute (ILSE), 1996.
Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis. Brasil, 15 capitais e Distrito Federal 2002–2003.

Jesus, R.P.; Pereira, C.C.A.; Waitzberg, D.L. - Doenças hepáticas. In: Cuppari, L. Nutrição clínica no adulto. São Paulo, Manole, pp. 289-317, 2002.
Kachani, A.T. et al. - O impacto do consumo alcoólico no ganho de peso / Rev. Psiq. Clín 35, supl 1; 21-24, 2008 
Lands, W.E.M. - A summary of the workshop: alcohol and calories: a matter of balance. J Nutr 123: 1338-1341, 1993. 

Santos, J.I.; Dinham, R. - O essencial em cervejas e destilados. São Paulo, Senac, 2006. 137 p.
Suter, P.M. - Is alcohol consumption a risk factor for weight gain and obesity? Crit Rev Clin Lab Sci 42(3): 197-227, 2005. 
Suter, P.M.; Hasler, E.; Vetter, W. - Effects of alcohol on energy metabolism and body weight regulation: is alcohol a risk factor for obesity? Nutrition Reviews 55(5): 157-171, 1997.
Yeomans, M.R.; Caton, S.; Hetherington, M.M. - Alcohol and food intake. Curr Opin Clin Nutr Metab Care 6(6): 639-644, 2003.





domingo, 2 de junho de 2013

AMAMENTAÇÃO - Um gesto de Amor e Cuidado


Amamentar é um processo fisiológico e emocional.  O leite é tão completo que é o único alimento que o bebê precisa durante os seus primeiros seis meses de vida. Não precisa nem mesmo de água ou chá. E quer um fato melhor ainda? Amamentar ajuda o corpo da mãe a voltar a seu peso antes da gravidez, é uma proteção contra o câncer de mama e é totalmente de graça.

Mas como um alimento pode ser tão rico?
Desde os primeiros meses de gravidez o corpo materno se prepara para a produção desse alimento. Até mesmo as mães mais fraquinhas conseguem fazer leite de ótima qualidade, exatamente o que o bebê precisa.
Great breast feeding blogO leite varia conforme a mamada. Primeiro ele tem mais água e glicose para matar a sede e a fome do bebê. Depois ele vai se tornando mais gorduroso para fazer com que o bebê tenha reserva de energia, pois está em constante fase de crescimento e desenvolvimento. A gordura também faz com que o bebê fique saciado e largue o peito naturalmente quando estiver satisfeito. É importante que a amamentação seja por livre demanda do bebê, pois quando se estipula os horários de alimentar à criança, a produção do leite pode diminuir.
As vantagens de amamentar uma criança até seus seis meses começam já nas primeiras mamadas. O Colostro, o leite que sai nos primeiros dias, é rico em anticorpos, os quais são muito importantes para evitar que o bebê fique doente. Além disso, o leite possui ácidos graxos, aminoácidos essenciais e vitaminas importantes para o desenvolvimento cerebral. O exercício de sugar proporciona para a criança um desenvolvimento bucal e cognitivo que ajudará até mesmo nas aprendizagens futuras.
Além disso, o aleitamento promove o vínculo mamãe e filho e faz com que a comunicação e o entendimento entre eles sejam mais fáceis. Bebês que são amamentados possuem ainda um menor risco de ter colesterol alto, diabetes, hipertensão e obesidade futuramente.
A ingestão de outros alimentos antes dos seis meses pode causar diarréia e cólicas, pois, com esses alimentos a criança entra em contato com bactérias que não fazem parte do seu intestino. A criança não possui dentes nem enzimas capazes de digerir alguns alimentos como os de base de cereal, o que pode causar alergias.

Referências 

A ilccoy, E. S dauners, C. L dacera, E. M. A. Nutrição em obstetrícia e pediatria. 2º ed. Rio de Janeiro: Cultura Cultura Médica: Guanabara GuanabaraKoogan, 2009;

Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da Criança: nutrição infantil:  aleitamento materno e alimentação complementar. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009.

Carvalho, M. R. Tavares, L. A. M. Amamentação: bases científicas. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2010.

Vitolo, M. Nutrição da Gestação ao Envelhecimento. Editora Rubio, 2008;