segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hipertensão Arterial x Consumo de sal
quinta-feira, 21 de março de 2013
Hortaliça NÃO é SÓ salada!
As
hortaliças, conhecidas também como verduras e legumes, são fundamentais para
uma alimentação saudável. São fonte de vitaminas, sais minerais, fibras e
compostos bioativos, que protegem a saúde contra doenças crônicas não
transmissíveis, como diabetes e obesidade, e evitam a ocorrência de
deficiências nutricionais.![]() |
| Salada de Rúcula com Manga |
![]() |
| Bombom de Cenoura, Nozes e Coco |
sábado, 9 de março de 2013
Você conhece o amaranto?
Durante as refeições diárias, é ideal que cada pessoa preste atenção no que está ingerindo. É o momento ideal para repensar a escolha de alimentos. Substituir cereais refinados, como a farinha de trigo branca, o arroz branco e o pão francês por cereais integrais, como amaranto, arroz integral, quinoa e aveia é uma boa opção. Além de promoverem uma grande saciedade, a ingestão de cereais integrais pode contribuir para a redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.
O amaranto, no grupo dos cereais integrais vêm trazendo uma série de benefícios nutricionais e já é considerado um dos alimentos com melhor valor nutricional. Pesquisam comprovam que o amaranto tem a capacidade de reduzir níveis de colesterol total e LDL colesterol. Além de ser fonte de aminoácidos essenciais como a Lisina e a Metionina, não facilmente encontrados em grãos. Esse vegetal é, ainda, fonte de outros nutrientes como: Cálcio, magnésio, fibras, fósforo, zinco, vitaminas A e C e ácidos graxos insaturados.
O teor de fibra do amaranto é 25% mais elevado que o do trigo integral, além disso, o seu teor de ferro e cálcio é cinco vezes maior. As sementes também devem ser consumidas, elas são uma excelente fonte de vitaminas B2, B3 e B5, rica em vitamina B6 e ácido fólico, fornecem também minerais e quando cozidas são fonte de ferro e cálcio.
Assim como a combinação arroz e feijão, o amaranto e a quinoa se complementam e formam uma excelente fonte proteica. O amaranto é composto por cerca de 16% de proteína de alto valor biológico, uma porcentagem maior que a de outros grãos tradicionais como: 9,33% de milho, 8,77% do arroz e trigo 14,84%. Sua absorção pode atingir níveis entre 70% e 100%. Consumido pela maior parte da população pela manhã, a ingestão do amaranto garante mais proteína para o organismo do que alimentos que estamos habituados a comer no café da manhã, como o pão, leite e o queijo.
Por ser uma excelente fonte de proteínas, o amaranto é um bom aliado para quem busca hipertrofia muscular. O ideal seria garantir a ingestão desse grão de 20 a 60 minutos após o treino anaeróbico.
Muito conhecido entre o público com restrição alimentar, o amaranto é naturalmente isento de glúten, por isso pode ser consumido por pessoas que possuem doença celíaca e pode ser muito utilizado para a produção de pães e bolos tanto para os celíacos como aqueles que não possuem restrição.
Versátil na cozinha, o amaranto pode ser preparado com frutas e iogurte ou como ingrediente para preparação de pães, bolos, doces, sopas e vitaminas. E ainda pode ser consumido como pipoca.
Referências bibliográficas:
Sites:
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Equipe CASA 2013
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Participação do Projeto CASA na Semana Universitária
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Workshop "Frutas e Hortaliças com agrotóxicos: Qual o tamanho do risco?"
Venha participar do nosso workshop e conheça mais sobre o assunto.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Atividade Semana Mundial da Alimentação
quinta-feira, 17 de março de 2011
Adolescência e Alimentação Saudável: desafios e estratégias
Graduada em Nutrição pela Universidade de Brasília (2002), Natacha possui especialização
Por que o seu interesse em trabalhar com adolescentes?
Muitas pessoas criticam o público adolescente, dizendo que é uma fase de muitos problemas e muitas angústias, mas sabendo cativá-los e conquistando sua confiança tem-se um espaço aberto para trabalhar com questões de alimentação saudável e saúde. Os hábitos alimentares estão cada vez piores e eles não percebem esse hábito inadequado, ou mesmo quando sabem não se interessam em modificá-los e isso se constitui em um risco grande, pois os hábitos adotados na adolescência têm grande chance de se manterem na vida adulta.
A adolescência caracteriza-se como uma fase de risco, pois cada vez mais se vê a ocorrência de doenças crônicas como a obesidade, por exemplo, em alta prevalência nos adolescentes, sendo que tais doenças antes se manifestavam com maior freqüência na fase adulta ou em idosos.
Quais as principais estratégias a serem utilizadas nessa fase?
Acredito que seja fazer com que os adolescentes tenham uma conscientização sobre seus hábitos nutricionais, pois se eles não percebem que sua alimentação está inadequada, não irão se motivar para modificar esses hábitos. O grande desafio é passar a importância da alimentação saudável para esse público e que eles reconheçam que isso é importante ainda na adolescência, e não como algo que eles tenham que se preocupar somente no futuro. De forma geral, deve-se que incentivar o consumo de frutas e hortaliças e ter o cuidado com a influência da mídia e do consumo, onde muitas vezes são veiculadas informações totalmente inadequadas, tanto para a realização de dietas desbalanceadas, quanto em relação à questão da imagem corporal. São aspectos imperceptíveis, mas que podem ter impacto na vida dos adolescentes a longo prazo.
agem corporal é o que eles mais se interessam, porque eles vivenciam mudanças continuas no corpo. Como a mídia transmite constantemente essa questão da beleza, isso gera uma cobrança muito grande neles. Para tratar o assunto, deve-se deixar bem claro que a imagem que é passada pela mídia associada à beleza nem sempre leva em consideração a questão da saúde, podendo levar a alguns riscos. É muito importante trabalhar com a família, pois ela que irá estabelecer com que esses hábitos sejam mantidos na vida do adolescente, até sua obtenção da independência total em relação à alimentação.
O Programa Saúde na Escola trás questões da promoção da saúde para dentro do ambiente escolar, sendo uma forma de estabelecer um vínculo entre as estratégias da saúde da família com o âmbito escolar, espaço ideal para irradiar informações sobre saúde. Existem também programas pontuais; aqui no Distrito Federal há os Praias e o Adolescentro.
BRAGGION, GF; MATSUDO, SMM; MATSUDO, VKR. Consumo alimentar, atividade física e percepção da aparência corporal em adolescentes. Rev. Bras. De Ciên. Mov. 2000, v.8, n.1, p15-21.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Disponível em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4702436U3 Acesso em: 02/12/2010.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil

Para começar, a professora Muriel relembra o conceito de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) “A SAN consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”¹. Como pode-se observar a SAN é muito complexa, pois ela abrange diversos aspectos desde política agrícola, produção agrícola, política econômica até oferta de alimento. Ela trabalha toda a cadeia alimentar até o alimento chegar a mesa, estar disponível para todos e ser utilizado pelo organismo de forma adequada, garantindo a saúde, conforme afirma Muriel.
A professora Muriel conta que iniciou o trabalho com insegurança alimentar (IA) no governo Lula, quando o programa Fome Zero estava em alta e a fome era uma das pautas políticas. Neste período, veio para o Brasil um pesquisador da Universidade de Conecticut, Rafael Perez Escamilla, que propôs a validação de uma escala de insegurança alimentar no país. Dentre os vários profissionais que trabalharam na validação dessa escala, que posteriormente seria chamada EBIA (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar), estavam professores da UNICAMP e a Profª Muriel. A escala é composta por 15 itens e é resultado da adaptação e validação da escala HFSSM-USDA. Ela permite a classificação da IA em graus de severidade, que vai desde “segurança alimentar” até “insegurança alimentar grave”.
A situação de IA no Brasil foi avaliada no PNAD em 2004, no qual observou-se que Santa Catarina foi o estado com menos IA (2%), enquanto que o a situação mais grave pode ser observada no Maranhão (18%). De acordo com os dados da prevalência municipal, (http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102311X2010000800013&script=sci_arttext) o Nordeste apresenta IA grave, no qual 65,6% dos municípios têm prevalência muito alta de insegurança alimentar grave. Enquanto que no Sul 52,8% dos municípios tem baixa prevalência de insegurança grave. Entretanto, dados mais recentes de IA serão publicados na PNAD de 2009, que cuja liberação está prevista para novembro desse ano.
Além disso, ela afirma que para melhorar a situação brasileira de IA estão sendo tomadas medidas preventivas que atuam a longo prazo e que ainda não é possível observar todos os seus resultados. Para que isso ocorra da melhor maneira é necessário trabalhar tanto com os determinantes distais quanto com os proximais, como por exemplo, a empregabilidade de um cidadão e a comida na mesa obtida através dessa renda, respectivamente.
Quando questionada sobre qual é a sua perspectiva quanto à Insegurança
Para finalizar, a professora Muriel afirma que a Segurança Alimentar e boas condições de saúde, que refletem no estado nutricional, são resultados de políticas mais estruturantes, que não serão só corrigidas com a distribuição de renda. Além disso, esse tipo de trabalho envolve milhões e milhões de pessoas com realidades e condições ambientais diferentes. Para isso a SAN participa de uma abrangência social muito maior, intrinsecamente as dificuldades também serão maximizadas, o que não tira a satisfação pelo esforço de novos dados que gerem ações e políticas públicas a fim de que todos tenham uma alimentação adequada.
¹ Art. 3º da Lei 11.346 de 15 de setembro de 2006 – Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Políticas Públicas, Nutrição, Publicidade e Responsabilidades
Karoline Cruvinel e Marcella ChavesDentre idas e vindas entre Brasília e o sul do país, sempre acompanhada pelo marido, decidiu que o seu lugar era em Brasília, cidade pela qual diz ser apaixonada. Além de lecionar na UnB, trabalhou no Ministério da Saúde na Coordenadoria Geral da Política de Alimentação e Nutrição.
Dentre as políticas públicas de nutrição, qual o tema mais polêmico/interessante?
Quando se fala de publicidade e marketing de alimentos, acho que existe um desrespeito enorme das mídias em geral, em que tudo é voltado para proteger à saúde em nome de gerar lucro. De certa forma, acho que se instalou um quarto poder no mundo e no Brasil, poder que acha que pode tudo e não respeita Estado, valores e família, tudo em nome da acumulação de capital. Uma das coisas que eu mais me preocupo em alertar os meus alunos é tentar mostrar que somos enganados o tempo inteiro. Então precisamos despertar para ter uma consciência crítica deste processo.
Qual exemplo você poderia nos dar sobre desrespeito na publicidade de alimentos?
As políticas de saúde e nutrição se relacionam intensamente com isso, visto que a criação de uma política acontece devido a carência ou desequilíbrio em alguma parte do processe da cadeia alimentar. Por exemplo, o programa nacional de suplementação de ferro (política pública de nutrição onde há suplementação de ferro medicamentoso e enriquecimento da farinha de trigo e milho com ferro e ácido fólico). O modelo de alimentação industrializada , o tipo de alimento consumido e até o padrão de nutrientes no solo que se produz o alimento hoje mudaram e com ele surgiu a necessidade de ”suplementar/compensar e/ou adicionar por exemplo, ferro aos alimentos (no caso das altas preval6encias de anemia no grupo materno – infantil). Por isso digo que tudo está interligado: dieta, políticas públicas, publicidade e até a escolha de determinado alimento.
Mas porque devemos achar normal e aceitar esse modelo de progresso que está levando a humanidade à obesidade e às doenças crônicas ligadas à alimentação? Porque não podemos escolher outro modelo? Porque devemos culpar as pessoas por isso? Não é o progresso que está errado. Não existe somente um modo de gerar progresso. O progresso pode ser fruto de um modelo de desenvolvimento mais justo, equitativo e sustentável, por que não ??? Porque as gerações futuras não podem avançar nisso? Se mais pessoas pensarem diferente, outras formas começarão a ser discutidas. O consumo sustentável, por exemplo, é um modelo que admite necessidade do consumo, mas estabelece limites e uma dinâmica circular /espiral dos processo produtivos para preservar o meio ambiente e promover saúde.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Alimentação na Gestação
tação é uma etapa da vida em que organismo sofre várias adaptações, como o aumento de 50% do volume sanguíneo e de 20% da freqüência respiratória. Além disso, ocorre aumento da demanda de energia e de nutrientes devido ao intenso processo de formação dos tecidos e desenvolvimento do bebê. Assim, o período gestacional é marcado por aumento das necessidades nutricionais, decorrentes das mudanças corporais da gestante e da demanda de nutrientes para o crescimento fetal.Muitas gestantes, em função dessa demanda energética elevada, acreditam que podem comer de tudo e na quantidade que desejarem, muitas vezes sem se preocupar com a qualidade dos alimentos consumidos. P
orém vale destacar que durante a gestação deve haver sim preocupação pelos alimentos consumidos. Os alimentos poderão influenciar diretamente no desenvolvimento do bebê e no aparecimento de complicações futuras. Vejamos alguns exemplos de como a carência de nutrientes pode influenciar na saúde da gestante. A deficiência de vitamina C pode aumentar o risco de infecções, pré-eclâmpsia (quadro de hipertensão na gravidez) e parto prematuro, já a deficiência de ácido fólico pode causar defeitos na formação do tubo neural do bebê, por exemplo. Dentre os nutrientes que têm a necessidade aumentada durante a gestação podemos destacar o ferro, ácido fólico, cálcio, vitamina A, vitamina C, vitamina D e zinco. Portanto, a gestante deve priorizar o consumo de alimentos fonte desses nutrientes.
Para aumentar a ingestão de ferro recomenda-se consumir vegetais de cor verde escuro, tais como brócolis, couve, espinafre, carne e ovos. O ácido fólico, assim como o ferro também pode ser encontrado nos vegetais de cor verde escuro, e alimentos como a laranja com bagaço e o feijão preto cozido.
nsumo da vitamina C deve-se procurar consumir frutas cítricas, como a acerola, a laranja e o kiwi. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como o atum, a sardinha, o óleo de peixe e a gema de ovo e o zinco pode ser encontrado nas castanhas, nozes e cereais integrais. Por fim, as necessidades da vitamina A podem ser supridas consumindo alimentos fonte de carotenóides (pigmento de origem vegetal), que no nosso organismo serão convertidos na vitamina. Os carotenóides podem ser encontrados em folhosos verdes escuros e em alimentos de cor alaranjada como a abóbora, mamão, manga e cenoura.4 colheres de sopa de abóbora cozida;
1 mamão papaia médio;
1 cenoura média;
3 ramos de brócolis;
4 colheres de sopa de espinafre.
Além dos
nutrientes, outro ponto muito importante na alimentação durante a gestação é o consumo de adoçantes (também chamados de edulcorantes). Infelizmente não existe muita divulgação a respeito desse aspecto, e muitas gestantes os consomem sem controle. O recomendando é a restrição do consumo de edulcorantes a base de sacarina, já que esta pode atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do bebê. Uma sugestão é, caso realmente seja necessário o uso de adoçante, a troca para o consumo de edulcorantes a base de sucralose, já que possuem um poder de doçura parecido e não prejudicam o feto.Referências Bibliográficas:
- COELHO KS, Souza AI, Batista FM. Avaliação antropométrica do estado nutricional da gestante: visão retrospectiva e prospectiva. Rev Bras Saude Mater Infantil. 2002;2(1):57-61.
- TIRAPEGUI, Julio. Alimentação na Gestação e Lactação. In: Nutrição Fundamentos e Aspectos Atuais. Cap. 08. 2ª Ed. São Paulo: Ed. Atheneu, 2006.
- VITOLO, Márcia Regina. Recomendações Nutricionais para Gestantes. In: Nutrição: da gestação ao envelhecimento. Cap. 09. Rio de Janeiro: Ed. Rubio, 2008.
- WERUTSKY, Natalia Mira de Assumpção et al. Avaliação e recomendações nutricionais específicas para a gestante e puérpera gemelar. Einstein (São Paulo); 2008; 6(2):212-220.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Aditivos Alimentares
Por Daiane Sousa

Quem tem o hábito de ler os rótulos de alimentos já se deparou, na lista de ingredientes, com algumas palavras "estranhas" como espessante, antiumectante, estabilizante, antioxidante, edulcorante, entre outras.
Afinal, o que esses "ingredientes" significam? Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), além da matéria-prima normalmente utilizada para a fabricação do alimento industrializado, é necessário citar, na lista de ingredientes, todos os aditivos alimentares que o mesmo possui.
Os aditivos alimentares têm sido usados por séculos: nossos ancestrais usaram sal para preservar carnes e peixes; adicionaram ervas e temperos para melhorar o sabor dos alimentos; preservaram frutas com açúcares e conservaram pepinos e outros vegetais com vinagre. Entretanto, com a vida moderna, mais aditivos têm sido empregados, a cada ano. São nos produtos industrializados do nosso cotidiano, como os de baixo valor calórico, fast-food, salgadinhos embalados (snaks), que encontramos os aditivos mais “modernos”. Se por um lado estes produtos são fundamentais para preservar estes alimentos, por outro lado, são eles que modulam o seu aspecto visual, seu sabor e odor, para deixá-los mais palatáveis e atrativos ao consumidor. O lado bom é que alguns deles são empregados para aumentar o valor nutricional e evitar a sua decomposição ou oxidação com o passar do tempo. O número de aditivos atualmente empregados é enorme, mas todos eles sofrem uma regulamentação federal no seu uso: alguns são permitidos somente em certas quantidades, enquanto que outros já foram banidos.
Mas para que servem os aditivos alimentares? Será que eles prejudicam a saúde do consumidor?
De acordo com a ANVISA, considera-se aditivo alimentar qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos, sem o propósito de nutrir, mas com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais (como aroma, cor, sabor e odor) durante o processamento do alimento. Esta definição não inclui substâncias nutritivas que sejam incorporadas aos alimentos para manter ou melhorar suas propriedades nutricionais e nem contaminantes.
Nas indústrias, os aditivos alimentares também são utilizados para aumentar o prazo de validade dos alimentos e prevenir alterações indesejáveis (como, por exemplo: bolor), facilitando também sua disponibilidade durante qualquer época do ano, para um grande número de consumidores e, em muitas ocasiões, a um baixo custo.
Quanto à saúde, é preciso cuidar dos tipos e quantidades. Para tanto, o Ministério da Saúde, por meio da ANVISA, regulamenta e limita seu uso a alimentos específicos, na menor quantidade possível, para alcançar o efeito desejado; evitando assim, qualquer tipo de problema de saúde.
Antes de um novo aditivo ser liberado para uso em produtos industrializados, pesquisas são realizadas com objetivo de avaliar possíveis efeitos tóxicos, sendo que sua utilização é proibida:
- quando há evidências ou suspeitas de que o aditivo não é seguro para o consumo, ou
- quando interfere desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento, ou
- quando serve para encobrir falhas no processamento e na manipulação do produto, ou ainda, para encobrir alterações e adulterações da matéria-prima ou do produto já elaborado, enganando o consumidor.
Mas, apesar do rigor dos estudos e da legislação e mesmo sabendo que nem todos os aditivos alimentares são sintéticos - sendo que muito deles são naturais (como alguns corantes, aromatizantes e flavorizantes) - não há como impedir que pessoas mais sensíveis, possam desencadear alergia ou intolerância a eles, assim como existem, aquelas que têm alergia ou intolerância a alimentos in natura e sem aditivos, como frutas frescas, ovos ou pescados.
Veja na tabela a seguir, os principais aditivos alimentares utilizados pela indústria, suas funções e alguns exemplos:
Fonte: ANVISA
Agora use esta tabela na prática:
Procure um alimento industrializado na sua casa. Encontre, na embalagem, a lista dos ingredientes. Identifique e ache a função de cada um dos aditivos alimentares presentes.
Mas atenção, os produtos industrializados fazem parte do nosso cotidiano e devemos sim buscar informações seguras quanto ao processamento e valores nutricionais. A população deverá ser esclarecida quanto aos sabores artificiais e baixo valor nutricional de snacks, por exemplo. Além disso, uma alimentação saudável deverá conter, necessariamente, produtos in natura, como frutas e hortaliças, diariamente. São alimentos perecíveis, mas de altíssimo valor nutricional.
Referências bibliográficas:
ANVISA, Legislação Específica de Aditivos Alimentares e Coadjuvantes de Tecnologia. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/ALIMENTOS/legis/especifica/aditivos.htm. Acessado no dia 4 de fevereiro de 2010.
POLÔNIO, M. L. T.; PERES, F. Consumo de aditivos alimentares e efeitos à saúde: desafios para a saúde pública brasileira.
SCHVARTSMAN, S. Aditivos Alimentares. Revista de Pediatria São Paulo USP, número 4, páginas de 202-210, 2002.
TONETTO, A. S. de; HUANG, A. O Uso de aditivos de cor e sabor em Produtos Alimentícios. Universidade de São Paulo. São Paulo, novembro de 2008. Disponível em: http://74.125.155.132/scholar?q=cache:lxVRZfe-1hgJ:scholar.google.com/+aditivos+alimentare&hl=pt-BR&as_sdt=2000. Acessado no dia 4 de fevereiro.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Saiba mais sobre o licopeno!
Por Beatriz Christina Luzete
Nos últimos anos, o licopeno tem atraído bastante interesse dos pesquisadores e do público em geral, devido aos benefícios que proporciona à saúde. Essa substância é um potente antioxidante natural e combate os radicais livres que, em excesso, comprometem o bom funcionamento do organismo e aceleram o seu envelhecimento. Essa função antioxidante tem sido muito investigada e estudos demonstraram que dietas ricas em licopeno contribuem na diminuição do risco de doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.
O licopeno é um carotenóide que confere a cor vermelha às frutas e vegetais. Ele não é produzido pelo organismo humano, mas pode ser obtido pela dieta alimentar em um número limitado de alimentos como, por exemplo, a melancia, a goiaba, o mamão, a pitanga e o tomate.
Um teor maior de licopeno é encontrado em alimentos produzidos em regiões de climas quentes. Geralmente, quanto mais avermelhado for o alimento, maior será a quantidade de licopeno. As maiores concentrações deste carotenóide costumam estar nas cascas dos frutos. Mas, na goiaba e na melancia, está presente na polpa.
A quantidade média de licopeno, em frutas está descrita na Tabela 1.
Tabela 1 – Composição de Licopeno(µg/g) em alguns frutos brasileiros

Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Carotenóides em alimentos, 2008, p. 52-55, 57-58, 60-62
Uma característica interessante do licopeno é que ele mantém suas propriedades químicas ou medicinais quando concentrado ou cozido. Os níveis de licopeno nos produtos processados são geralmente maiores do que os encontrados em alimentos crus, dado que há concentração do produto no processamento 5. Porém, é bom ressaltar que alimentos como catchup e molhos de tomate industrializados também contêm grande quantidade de sódio e aditivos alimentares. Desse modo, o consumo dos alimentos naturais (o próprio tomate, suco de tomate, molho caseiro de tomate) é preferível a esses industrializados.
Fonte: BRAMLEY, 2000 apud COSTA,2009, p.88.
O cozimento e a presença de gorduras aumentam a absorção do licopeno pelo organismo. O efeito do aquecimento é aumentar sua solubilidade e, consequentemente, sua disponibilidade6. A adição de uma dose moderada de gordura monoinsaturada facilita o transporte, a absorção e a ação do licopeno no organismo. Por isso, recomenda-se acrescentar um fio de azeite de oliva nas preparações à base de tomates3.
Hoje em dia, há a comercialização do licopeno em cápsulas. Porém, o consumo dos alimentos fontes é muito mais saudável. O tomate e as frutas contêm também outros nutrientes necessários ao bem-estar e à saúde do corpo como proteínas, lipídeos, carboidratos, fibras, vitaminas, sais minerais, além de outros antioxidantes que podem ajudar a proteger as células saudáveis dos danos causados pelos radicais livres.
Ainda não há consenso sobre as quantidades mínimas e máximas de licopeno que podem ser ingeridas pela população a fim de oferecer eficácia sem proporcionar riscos.
É importante salientar que nenhum alimento isolado pode ser usado para solucionar problemas de saúde. A vida saudável é conseqüência de uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos e a participação em atividades sociais, espirituais e intelectuais. A saúde é, portanto, reflexo de como a pessoa cuida de sua vida, no dia-a-dia.
Referencias Bibliográficas
1 –BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas
Departamento de Conservação da Biodiversidade. Fontes brasileiras de carotenoides: tabela brasileira de composicao de carotenóides em alimentos / Delia B. Rodrigues-Amaya, Mieko Kimura e Jaime Amaya-Farfan [autores]; Lidio Coradin e Vivian Beck Pombo, Organizadores. – Brasilia: MMA/SBF, 2008. Disponível em: < http://www.thinkmedia.com.br/cban/tabela_carotenoides.pdf> Acesso em: 06/11/09.
2 – COSTA, P.R.F. da; MONTEIRO, A.R.G. Benefícios dos Antioxidantes na Alimentação. Revista Saúde e Pesquisa, v. 2, n. 1, pp. 87-90, jan./abr. 2009. Disponível em: < http://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/saudpesq/article/view/996/727> Acesso em: 05/11/09.
3 – MACHADO, C.X. Tomate: o papel do licopeno na proteção antioxidante. 2005. 13 f. (Monografia da disciplina Estresse Oxidativo em Sistemas Biológicos) - Departamento de Biofísica, Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em: < http://www.ufrgs.br/LEO/monografiaTomateclaudio.pdf > Acesso em: 30/10/09.
4 – PEREIRA, S. Processamento de tomates (Lycopersicom escullentun Mill), cv. Débora cultivados de forma tradicional e orgânica, para obtenção de extratos. 2007. 75 f. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologia dos Alimentos) - Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Available from: <> Acesso em: 10/11/2009.
5 – SHAMI, N.J.I. E.; MOREIRA, E.A.M. Licopeno como agente antioxidante. Rev. Nutr. [online]. v.17, n.2, pp. 227-236, 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732004000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em: 03/11/09
6 - SILVA, A.M. da; SCHNEIDER, V.C.; PEREIRA, C.A.M. Propriedades químicas e farmacológicas do licopeno. Revista Eletrônica de Farmácia v.6, n.2, pp.36-61, 2009. Disponível em: < http://200.137.221.132/index.php/REF/article/view/6546/4805> Acesso em: 30/10/09















